Fundada em 20 de janeiro de 1934 como Fuji Shashin Film e posteriormente passando para Fuji Photo Film.

Estava localizada na cidade de Minami-Ashigara, agora uma cidade na província de Kanagawa, próxima do Monte Hakone. O nome “Fuji” foi escolhido por seu primeiro CEO, Asano Shūichi, derivado do Monte Fuji, que estava localizado próximo ao Monte Hakone.

Em 1948, a Fuji teve sua primeira câmera produzida, lançando a Fujica Six.

O nome FUJICA, vem da junção das palavras FUJI e CAmera. Utilizando do mesmo nome FUJICA, surgem as lentes para uso em suas câmeras.

Em 1956, já com o nome Fujifilm, desenvolveu o primeiro computador no Japão, que foi capaz de processar os cálculos em massa, necessários para a concepção das objetivas. Este desenvolvimento revolucionário ofereceu à Fujifilm a possibilidade de iniciar a produção da sua série mundialmente famosa de objetivas FUJINON de alta precisão e notável qualidade.

A concepção das objetivas é o resultado do cálculo numérico.” 

São calculados os movimentos de cada raio de luz que passa através da superfície da lente. Uma maior precisão dos cálculos resulta num design mais preciso das lentes. A ideia principal é a de que a qualidade das lentes melhore com cálculos mais precisos.

O motivo pelo qual a Fujifilm desenvolveu em 1956, no Japão, o FUJIC, o primeiro computador, foi o de processar uma enorme quantidade de cálculos necessária para o design de lentes. Na verdade, o FUJIC tinha uma capacidade de computação 1.000 vezes superior ao do processo de cálculo anterior; um grupo de pessoas executava manualmente os cálculos.

A capacidade de computação disponível hoje seria inimaginável 60 anos atrás. A Fujifilm desenvolveu o seu próprio software, que pode calcular não apenas os movimentos dos raios de luz, mas também processar várias simulações em alta velocidade. Hoje é possível prever coisas sem efetivamente construir uma lente e testá-la em campo.

Então, o trabalho ficou mais fácil para o designer de lentes? 

Essa pergunta já foi feita e a resposta foi um sonoro “Não!”. 

À medida que os computadores se tornaram mais potentes, os cálculos tornaram-se mais precisos. Hoje é possível executar simulações que seriam impossíveis no passado. E, a procura de lentes de maior qualidade só aumenta.

Os designers de lentes imaginam a visão que a lente cria com o valor numérico obtido através dos cálculos. Visualizam se a imagem adiciona profundidade, sem se tornar plana. Ao desenhar as suas lentes, imaginam também se a representação produzida pela lente traduz a necessidade dos usuários. Procuram também componentes para melhorias. Todos estes pontos são tomados em consideração ao desenhar uma lente e tomar uma decisão final.

O estudo das óticas é hoje uma área académica estabelecida, mas não existem universidades que ensinam engenharia ótica de lentes. Os designers de lentes aprendem a sua arte ao iniciar as suas carreiras num fabricante de lentes. Mesmo na Fujifilm, é necessário muito tempo até que se torne um designer de lentes completamente qualificado. 

Imaginação, bom senso e capacidade informática: este constituem os três elementos subjacentes a um design de lentes bem sucedido.

Ah, com relação a lente FUJICA 50mm f/1.4 que tatuei no meu braço, bom isso se refere a dois fatores: 

Fator 1 – Eu adoro os resultados obtidos nas minhas fotos quando uso a lente Fujinon 35mm f/1.4.

Fator 2 – Como as câmeras das Fujifilm SERIE X são equipadas com um sensor cropado, a lente Fujinon 35mm f/1.4 acaba tendo a equivalência a uma lente FUJICA 50mm f/1.4

E foi por isso que tatuei esse esquema ótico no meu braço. 

Agora, em qualquer lugar que eu for, terei uma lente Fujica 50mm f/1.4 comigo.

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